MARAPONGA

 

Maraponga: O bairro que nasceu dos sítios

 

Avenida Godofredo Maciel é uma das principais e mais antigas do bairro Maraponga
 
 
 
 
 
 
 

Maraponga

Verdadeiro Parque ecológico. 
“A Maraponga é um pedaço do paraíso dentro de Fortaleza”. 
Em 1945 o bairro mudou muito ao longo dessas seis décadas. O Sr  Raimundo Barros, saiu da Jiboia (hoje região da Itaitinga) para cuidar de um  sítio. Casou na Maraponga e construiu família. As árvores, segundo a família  foram todas plantadas por ele. “O que ele não plantou, foram os passarinhos que semearam”, conta dona Santinha.
A infância foi uma animação só, com muita brincadeira, banhos na lagoa e frutas de todos os sabores. “Aqui era uma riqueza. Tinha uma fábrica de fazer cajuína, vacaria e fazia até mel de abelha”. A movimentada avenida Godofredo Maciel era, naquela época, apenas uma estradinha de terra por onde passavam os viajantes. “Aqui na Maraponga só tinha sítios. A gente não sabia o que era o progresso”.
Dona Santinha desconhece a quem hoje pertence a terra onde vive. “Nunca tiraram a gente daqui. Já morreram meu pai, minha mãe, meu marido. Só falta eu agora”, conta. Hoje, ela se dedica a alimentar os gatos que são abandonados no parque. “A gente não quer ver morrer de fome e fica no maior sacrifício para comprar comida (para eles)”, comenta. Os filhos até que tentam convencê-la a sair do local, mas Santinha é taxativa: “enquanto eu não estiver caducando, vou ficar aqui”.
O aposentado José Silva Lemos, 84, relembra que, ao chegar no bairro, ao redor “só tinha mato”. Até hoje, há resquícios desse tempo, pois em frente a casa dele, na rua Suíça, ainda funciona uma vacaria. “Se eu pudesse, quando morresse me enterrava aqui”, fiz ele ao ser questionado se pensa em sair do bairro.
História semelhante ao do comerciante Wilcemar Bezerra, 58, que por duas vezes tentou voltar a morar no Interior. “Porque eu gosto daqui, já me acostumei”, revela. Ao todo, já são 40 anos morando no bairro. No início, o sítio da família abarcava todo o quarteirão onde mora. “Aqui não tinha nenhuma casa. Nem bicicleta passava nessa rua”, diz. E ele se queixa do crescimento do bairro, que começou “de uns dez anos pra cá”. “Acabaram as árvores. Só é muita quentura agora”, explica. Mesmo assim, continua apaixonado pelo bairro.

Em 1956, quando o Bairro se chamava Parque Santa Rita, José Pessoa de Araujo comprou um tereno de 105 metros quadrados, para funcionar a Estação Transmissora da Rádio Uirapuru de Fortaleza.

 


DESENVOLVIMENTO

O bairro Maraponga experimenta um grande crescimento no mercado imobiliário. Em todo o bairro, é possível deparar-se com novas residências e edifícios sendo construídos.

 

 

Parque Ecológico da Lagoa da Maraponga. O parque é a principal beleza natural do bairro, com 31 hectares de área. O local é frequentado por coorpistas e famílias, principalmente nos fins de semana. “De manhãzinha, você ver o azul da lagoa, o verde do mato e as garças voando.

 

Habitantes

A Maraponga possui 10.155 moradores, segundo o Censo de 2010 do IBGE. O Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) é de 0,572 

AVENIDA PRINCIPAL: GODOFREDO MACIEL

 

 

Godofredo Maciel – Filho de Raymundo Maciel e D.a Emília Barbosa Maciel, nasceu em Baturité a 8 de Setembro de 1883. Foi Prefeito de Fortaleza de 1920 a 1924.
Irmão do Dr. Francisco Maciel. Havendo feito os primeiros estudos no Seminário de Fortaleza, no Ginásio Cearense e Instituto de Humanidades e por ultimo no Lyceu do Estado, onde fez o curso de preparatórios, frequentou a Academia Livre de Direito do Ceará e transportando-se para a do Rio de Janeiro nela bacharelou-se e doutorou-se em 1909.