A PRAÇA DA ESTAÇÃO

 

  

 

Defronte da Estação Central existia ainda uma parte do Campo da Amélia e fora transformada em uma praça conhecida como “Praça da Estação”; em 1882 a chamaram-na de “Senador Carreira”; em 24 de maio de 1900 foi erguida a estátua do General Sampaio, e o local foi batizado de “Praça da Via Férrea”, pois a Rua da Cadeia teve o seu nome trocado para homenagear o General Sampaio, assim como a Rua do Patrocínio pelo dia 24 de maio.

Na gestão do Prefeito Raimundo Girão, aos 31 de dezembro de 1932, fora assinado a lei nº. 075 e a Praça da Estação ou Via Férrea, oficialmente passou a se chamar “Praça Castro Carreira”.

Em 1966 quando o prefeito era Murilo Borges, a estátua do General Sampaio, fora doada para o quartel do CPOR na Avenida Bezerra de Menezes. Referida praça fora cortada e calçamentada para ser terminal de ônibus. Os fícus benjamins plantados na primeira administração Álvaro Weyne (1928-1930), foram quase todos derrubados.

Neste local em que nasceu a conhecida “Feira dos Pássaros”, hoje extinta pelo IBAMA, o governador Gonzaga Mota por ocasião do centenário da libertação dos escravos no Ceará (25/03/1984), erigiu um monumento no mesmo local da estátua do General Sampaio, hoje entregue as intempéries.

Como sempre a popularidade prevalece: Vamos para a Praça da Estação.

 

 

 LIBERATO DE CASTRO CARREIRA

 

O Dr. Liberato de Castro Carreira, médico, Senador, financista, nasceu em Aracati – CE, aos 24 de agosto de 1820. Era filho do cirurgião Dr. Luis da Silva Carreira (Português) e da aracatiense Rita Apolinária de Castro Carreira.

Grande cearense, que teve projeção destacada no cenário político nacional, por sua inteligência e cultura, pois eram inúmeros predicados que ornavam o espírito e o coração deste benemérito aracatiense, que coadjuvou sua alma aberta e possuidora de grandes ideais e bons sentimentos.

Ao se formar pela Academia de Medicina do Rio de Janeiro em 1844, abraçou a carreira de médico como um verdadeiro sacerdócio, tangido por sua inerente nobreza e humanidade.

Em 1845 foi nomeado médico da pobreza (A Santa Casa de Misericórdia só seria inaugurada em 1861). O povo de fortaleza deu-lhe o merecido título de “Pai da Pobreza”, pois o Dr. Liberato não queria ver ninguém chorando por dor, e chorava quando não podia aliviar o sofrimento de alguém. Em 1847 tornou-se médico consultante do Hospital Militar e em 1852, membro da Junta de Higiene Pública do Estado do Ceará.

No terceiro quartel do século XIX, foi assombrosa as epidemias de febre amarela e varíola dizimando muitas vidas, principalmente no interior cearense, e foi aí que o mesmo se aproximou do político e religioso, Senador Tomaz Pompeu de Sousa Brasil. Onde o surto das doenças se concentrava, para ali se dirigia o Dr. Carreira.

Ao ser fundada no Ceará a Companhia Cearense da Via Ferra de Baturité S/A em 1870, o seu idealizador Senador Tomaz Pompeu, o convidou para assumir a Diretoria Administrativa da Estrada de Ferro, permanecendo no cargo até 1877, quando aos 59 anos de idade falece o seu grande amigo Senador Pompeu.

 Dr. Carreira se muda em definitivo, para o Rio de Janeiro, e assume a Enfermaria dos Coléricos. 

Com as eleições de 1880, e devido sua bagagem de serviços prestados à Província do Ceará, Castro Carreira foi eleito pelo partido Liberal, Senador do Império. Foi autor de diversas obras dentre as quais: “O Orçamento do Império Desde a Sua Fundação” e a “História Financeira e Orçamentária do Império do Brasil”.

Faleceu na já Capital Federal aos 12 de julho de 1903.